Octavio Paz lê Matsúo Bashô

Octavio Paz lê Matsúo Bashô

por Helena Martins

Resumo

Este texto reflete sobre a leitura que fez Octavio Paz do grande poeta japonês do século XVII, Matsúo Bashô. Concentra-se na tradução de Oku no Hosomichi, o mais famoso dos diários de viagem de Bashô – uma tradução que Paz realiza em parceria com Eikichi Hayashia e publica pela primeira vez em 1955, sob o título Sendas de Oku. Dispondo-se a auscultar a respiração contemporânea desse particular encontro entre ocidente e oriente, encenado mais de meio século atrás, o artigo busca sublinhar os modos singulares pelos quais Paz dá a ver a persistência de um estranho nos escritos de Bashô – algo que promete passar ao largo tanto das (hoje moribundas) narrativas exotizantes do oriente, quanto da marcha cega e voraz de igualação do não igual que parece se fazer sentir em toda parte, como destino inexorável. Ganha aqui uma atenção sugestiva o fato (trivial?) de que, ao traduzir Bashô, Paz se dispõe a traduzir uma língua que ignora.

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Como citar este artigo
MARTINS, Helena. Octavio Paz lê Matsúo Bashô. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 24, n. 37, p. 105-122, sep. 2015. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/464>. Acesso em: 25 june 2017.
Seção
Artigos