Modernidade, técnica e o fim da grande obra

Modernidade, técnica e o fim da grande obra

por Fernando Rodrigues Rafael Haddock Lobo

Resumo

Com o objetivo de clarificar o argumento principal de Heidegger em “A Origem da Obra de Arte”, o presente artigo analisa e interpreta as principais funções desempenhadas pela obra de arte, a saber: “erigir um mundo”, “trazer a terra à proximidade” e “consumar o conflito entre mundo e terra”. Dado que a ocorrência dessas características consiste em um certo tipo de desvelamento, é investigada essa última noção tal como ela se faz ver na grande obra. É mostrado como a estrutura do ser enquanto tal é aí desvelada. A estrutura do ser é o que possibilita estarmos cientes do que quer que seja. Ao erigir um mundo, a obra realiza nosso copertencimento e adesão a um conjunto de valores e sentidos; ao trazer a terra à proximidade, ela nos torna cientes de que esse conjunto de valores e sentidos não é necessário, mas fortuito; e ao consumar o conflito entre mundo e terra, ela mostra que nosso mundo corre o risco de desaparecer.

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Como citar este artigo
RODRIGUES , Fernando; HADDOCK LOBO, Rafael. Modernidade, técnica e o fim da grande obra. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 25, n. 38, p. 55-66, june 2016. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/488>. Acesso em: 20 aug. 2017.
Seção
Artigos