O intelectual conformista: arte, autonomia e política no modernismo brasileiro

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Rafael Cardoso

Resumo

O presente artigo examina a relação entre intelectuais e autonomia política no meio cultural brasileiro, enfocando um estudo de caso histórico: a atuação de dois dos principais líderes do movimento modernista, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, à época do Estado Novo. Em especial, são analisados aqui o contexto de dois pronunciamentos públicos realizados por eles: as palestras “O movimento modernista” (1942) e “O caminho percorrido” (1944), respectivamente. De que modo esses autores reagiram diante da forte pressão da ditadura varguista para controlar os meios de informação e o discurso cultural? Mário de Andrade apostou na tentativa de se aproximar do poder público, mas posteriormente se arrependeu e empreendeu uma autocrítica. Oswald de Andrade, envolvido com os meios comunistas, manteve-se longe do favor oficial a essa época. As decorrências de suas respectivas atitudes são indicativas da difícil posição do intelectual brasileiro perante o autoritarismo do Estado.

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Como Citar
CARDOSO, Rafael. O intelectual conformista: arte, autonomia e política no modernismo brasileiro. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 26, n. 40, p. 179-201, june 2017. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/553>. Acesso em: 23 june 2018.
Seção
Artigos