Ensaio sobre a autenticidade

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Mariana Lins Costa

Resumo

A partir da compreensão, tomada de Bruce Ward, de que em nosso tempo impera certa “cultura da autenticidade”, o objetivo do presente ensaio é refletir, em debate com Lionel Trilling e Charles Taylor, sobre o significado da autenticidade para a interioridade e o modo de vida contemporâneos. Nesta abordagem, ganha destaque o pensamento de Friedrich Nietzsche, pois enquanto Trilling identifica o criador do Zaratustra como um dos principais responsáveis por desenvolver os aspectos centrais desta virtude, em grande medida, arcaica, ainda que transmutada na contemporaneidade, Taylor vê nestes aspectos desenvolvidos por Nietzsche não a virtude da autenticidade em si mesma, mas aquilo que designou como o seu “desvio”. Com a “revisão" de tal desvio, ensina Ward, Taylor tem, em última instância, a pretensão de garantir, através da autenticidade, uma espécie de fundamento para a "obrigação moral de tratarmos uns aos outros com respeito e compaixão” nas sociedades contemporâneas — o que nos conduz de volta ao velho paradoxo entre vida e princípio da não contradição.

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Como Citar
COSTA, Mariana Lins. Ensaio sobre a autenticidade. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 26, n. 40, p. 331-352, june 2017. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/562>. Acesso em: 26 sep. 2018.
Seção
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