O Paradoxo de Richard (conexões artístico-filosófico-matemáticas)

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Isabel Cafezeiro http://orcid.org/0000-0002-4445-5774 André Campos da Rocha http://orcid.org/0000-0001-5043-1456 Carmem Gadelha http://orcid.org/0000-0001-9814-1730 Ricardo Kubrusly http://orcid.org/0000-0002-1664-6004

Resumo

Para explorar as articulações que perpassam os campos da filosofia, artes e matemáticas, partimos do princípio de que todos eles acompanham os modos de pensamento inscritos em lugar e tempo, sendo, portanto, historicamente construídos. Temos por foco o conceito de representação e suas diversas percepções ao longo das três primeiras décadas do século XX, na Europa ou no Brasil. A análise parte do “Paradoxo de Richard”, um enunciado formulado no campo da matemática, mas que se embrenhou por outros campos, gerando claras implicações, instigou formas de pensamento (novas compreensões a respeito das representações) e realizações práticas (conceito central na concepção dos computadores). Nossa ambição é compreender processos comuns (caso da representação) aos territórios de saber acima indicados: o problema diz respeito a rupturas contemporâneas que parecem redimensionar a relação epistême/poiésis.

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Como Citar
CAFEZEIRO, Isabel et al. O Paradoxo de Richard (conexões artístico-filosófico-matemáticas). O que nos faz pensar, [S.l.], v. 29, n. 47, p. 124-149, dec. 2020. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://www.oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/717>. Acesso em: 11 may 2021. doi: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2020n47a717.
Seção
Artigos

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